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  • 11/01/16

    Mais do que uma arte, a fotografia é uma forma de observar o meio ambiente e proporcionar experiências sobre lugares e pessoas que nunca vieram a público. A prova é o alemão Andreas Hornung, que percorreu cerca de 100 km pelos Lençóis Maranhenses, em cinco dias, para criar a exposição Sui Generis, em cartaz na Grande Galeria do Centro Cultural Light até 15 de janeiro.

    A mostra itinerante leva o seu olhar e interesse pelo Maranhão e pela comunidade da Ilha de Lençóis para várias regiões do Brasil. Confira o nosso bate-papo com ele:

     

    Andreas - Sui Generis - Centro Cultural Light

     

    Conexão Light – Por que você se interessou pelo Brasil?

    Andreas – Por que não? Não quero focar no fato de eu ser estrangeiro. Já faz tanto tempo que vim para o Brasil e, a cada dia, encontro novos motivos para estar aqui.

     

    CL – Por que a exposição se chama Sui Generis? O que você quer dizer com essa mostra?

    Andreas – Sui Generis significa algo especial. Na galeria tem um caderno para os visitantes escreverem sobre o que acham de mais marcante no meu trabalho. Arte é um diálogo, em que tudo é válido. Procurei elevar a autoestima das pessoas fotografadas. Depois, imprimi as fotos e presentei cada uma com o seu próprio retrato. Eles não têm a mesma relação com a fotografia que a população urbana tem.  A maioria dos habitantes da vila que visitei não tem muitas fotos de si, então eles queriam muito participar.

     

    CL – Que tipos de desdobramentos o trabalho rendeu?

    Andreas – Organizamos oficinas de foto, por exemplo. É bom ver o trabalho sendo divulgado de outra forma. Os visitantes de cada lugar são diferentes, mas, no fundo, as reações não mudam tanto.  Como esse trabalho não envolve um tema polêmico, as pessoas costumam gostar.

     

    CL – Por que você escolheu um formato itinerante para a exposição?

    Andreas – Para divulgar o trabalho em outros estados. Temos 66 obras no acervo e, às vezes, a galeria não comporta tudo. Existe o projeto de fazer um livro, que é uma maneira de não ocupar tanto espaço.  Na Ilha de Lençóis, as pessoas ficaram muito curiosas para ver os próprios retratos, dos vizinhos e de conhecidos. Eles ficaram orgulhosos de si mesmos. Outro aspecto importante da exposição estar em movimento é que podemos renovar o acerto: entre cinco e dez obras são sempre inéditas a cada novo lugar. A arte é uma forma de viajar sem se mover fisicamente, ou seja, é um acesso democrático a lugares turísticos.

     

    Andreas  - Sui Generis - Centro Cultural Light

     

    Curtiu a proposta? Então, corre no CCL porque é a última semana!

     

    Serviço:

    Centro Cultural Light

    Grande Galeria

    Avenida Marechal Floriano, 168 – Centro

    Até o dia 15/01/2016 – de 10 às 17h – Exceto Feriados

    Entrada Franca

    Contato com Andreas: galerie@artinrioandreashornung.com

    www.artinrioandreashornung.com

     

     

  • 14/12/15

    A sensibilidade e a expressividade são características marcantes das fotografias em cartaz na Pequena Galeria do Centro Cultural Light. Até o dia 8 de janeiro, a exposição “Fé, Luz e Sombras” do fotógrafo paraibano radicado no Rio, Severino Silva, exibe os registros das manifestações de fé por meio das luzes das velas, do céu e dos fogos de artifício, refletindo os sentimentos dos fiéis de Aparecida (SP), aqui no Rio, Santa Brígida (BA), Juazeiro do Norte (CE) e Santa Cruz dos Milagres (PI), entre outras cidades.

    Severino trabalhou para jornais como O Globo e O Dia, ganhou o prêmio Tim Lopes, dentre outros. Hoje ele conversa com a gente sobre o seu trabalho, o seu olhar e a sua exposição:

     

    Severino Silva fotógrafo Fé Luz e Sombras

     

    Light – Qual a relação que você faz entre as luzes, as sombras e a fé?

    Severino: A fotografia é luz e a sombra também. Já a fé está dentro de cada um. Todo mundo tem fé, independente de religião. Muita gente acha que, quando se fala fé se está falando de religião, mas, na verdade, tudo o que você faz, você tem fé que vai dar certo, não é?

     

    Por que você escolheu o Nordeste e o Sudeste do país para fazer esse trabalho?

    Severino: A ideia surgiu quando eu estava fazendo uma matéria para o jornal que trabalho, no final do ano, entre 2000 e 2001, na praia do Leme. Eu fiz a pauta e fiquei observando que as pessoas pulavam onda, acendiam suas velas, pediam, agradeciam. Eles se entregavam de tal forma, era tão forte aquela fé, que comecei a fotografá-los. No Nordeste tem muita fé, o nordestino tem muita fé. Primeiro comecei a procurar as festas religiosas, conheci a festa do Padre Cícero, descobri que a cidade ficava muito cheia, procurei imagens, pesquisei as datas e fui pra lá. Fui pra Bahia, num lugar chamado Santa Brígida, onde a Semana Santa é uma semana de muita reza e agradecimento. Isso é uma coisa que eles tentam passar de pai pra filho.

     

    Você disse que os nordestinos têm muita fé e esperança. Por que você acha isso?

    Severino: Você vê que as pessoas vão nas festas do Padre Cícero, de São Francisco de Assis e, conversando com elas, me contaram que o que as mantêm vivas é a fé. Eles acreditam em Deus e unem a fé e a solidariedade para sobreviver.

     

    Você é um nordestino que vive no Rio. Você percebeu alguma diferença entre o tipo de fé que as pessoas têm no Nordeste e aqui?

    Severino: Aqui tem festas e atos em que as pessoas comparecem muito, como nos dias de São Jorge, São Sebastião e Nossa Senhora Aparecida. Lá no Nordeste, eu vejo outra coisa: as pessoas se dedicam todos os dias, tem gente que vai à igreja todos os dias. O monumento do Padre Cícero e a igreja de Nossa Senhora das Dores tem movimento todo o dia. As pessoas sempre vão até estes locais para receber bênçãos, fazer orações e agradecer. Aqui, as pessoas se dedicam mais durante as datas comemorativas.

     

    Qual a relação da profissão de vaqueiro, tema apresentado na exposição, com a fé?

    Severino: Quem é vaqueiro geralmente é muito devoto. O padre que celebra a missa do vaqueiro até usa chapéu de couro. A profissão de vaqueiro não era regulamentada e passou a ser há pouco tempo.

     

    Tem uma música do Luiz Gonzaga que fala da morte de um vaqueiro, Jacó, que era seu primo. O local onde o corpo dele foi encontrado passou a ser um ponto de encontro dos seus companheiros. A notícia se espalhou e, a partir desse caso, passaram a celebrar-se a missa do vaqueiro. Quer dizer: fé. É a fé de sair de manhã e voltar à tarde, né? Porque eles vão para o mato e não sabem o que pode acontecer, já que muitos perdem a visão, podem perder algum membro. Eles têm a fé para voltar para casa.

     

    Você segue alguma religião?

    Severino: Minha religião é aquela que fala do bem, que fala sobre ajudar pessoas, fala do respeito. Independente da religião, o importante é ajudar os outros. Acho que o importante é não querer o mal de ninguém.

     

    Qual foi o olhar que você deu aos temas fotografados?

    Severino: Acho que escolhi esse tema para registrar a emoção das pessoas. Eu gosto de fotografar, então quando eu vejo uma luz, uma cena legal, eu faço a foto. Depois, eu vou ver onde posso encaixar. Se não encontrar algum tema onde eu possa encaixar a imagem, ela fica solta. As fotos dessa exposição eu fui fazendo e guardando. Um belo dia eu comecei a pensar sobre a fé e as luzes. E a luz tem tudo a ver com fotografia – é do que a fotografia precisa e a sombra a complementa, tem tudo a ver. Quando se fala em fé, muita gente acha que é só religião, mas a fé está em todos.

     

    O que você quis demonstrar com esse trabalho?

    Severino: Na verdade, eu acho que a gente tem esperança que tudo melhore. Estamos em um momento em que só se fala em violência, desemprego, coisas tristes, desagradáveis e, apesar de ter muito material sobre esses temas, eu pensei que era melhor não colocar nenhuma foto de violência e sim fotos que transmitissem paz. Acho que o que estamos desejando no momento é que as coisas melhorem. É uma mensagem de paz para esse ano novo que está vindo.

     Severino Silva fotógrafo Fé Luz Sombras

     

    Serviço:

    Centro Cultura Light – Pequena Galeria

    Até 08/01/2016 – De 10 às 17h. De segunda à sexta. Não funciona em feriados.

    Entrada gratuita

    Avenida Marechal Floriano, 168 – Centro

     

     

  • 11/11/14

    Noite Lapa

    O estado do Rio de Janeiro possui 92 municípios com muitas belezas naturais e diversas opções de diversão, arte e cultura. E foi para te deixar atualizado sobre tudo o que acontece que o Rio Light foi criado!

    A plataforma conta com a colaboração de 17 blogueiros que amam falar sobre o estado! Além dos posts dos tradicionais Diário do Rio de Janeiro, Blog Carioca e Diários Gastronômicos, o Rio Light passou a contar também com o blog do Ney Motta, ator e produtor que traz as principais notícias sobre o mundo das artes, e o O Passeador Tijucano, escrito por Pedro Paulo Bastos, com notícias e histórias do tradicional bairro Além destes, o blog Zona Norte e Etc e o Carioca DNA estão sempre com a agenda de eventos atualizada com o melhor da Zona Norte e Zona Sul.

    Quer planejar aquele final de semana especial ou só curtir um programa leve e de graça? Corra e acesse o Rio Light! Lá você encontra exposições, passeios culturais, feiras, gastronomia, moda e muito mais.

    Se você é blogueiro e adora postar sobre o Rio de Janeiro  cadastre-se, e faça parte do nosso time!

  • 30/04/14

    O Centro Cultural Light comemora está semana seu 20° aniversário! E é claro que essa data não podia passar em branco. Fique ligado na programação que preparamos para você!

    Referência na educação e na conscientização do uso racional da energia, o Centro Cultural Light promove atividades educativas que estimulam um uso mais eficiente da eletricidade, poupando o planeta e o seu bolso. Assim, além de se divertir, você aprende a economizar e ainda protege a natureza!

    Esperamos por você!

     

    Serviço:

    Av. Marechal Floriano, 168 – Centro – Rio de Janeiro

  • 3/04/14

    Di Cavalcanti Centro Cultural Light

    Quem aprecia arte tem agora mais uma opção no Rio de Janeiro! O Centro Cultural Light reabriu ao público a Sala Di Cavalcanti, no último dia 31/03. Contendo quatro painéis originais e uma réplica do pintor, os quadros representam a obra “Composição Rio”, retratando o dia a dia da redação da imprensa e sua relação com a cidade.

    O artista Di Cavalcanti se consagrou como um gigante da cultura no Brasil, pintando o povo, a alegria e a exuberância do nosso país. Nascido em 1897, foi um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna de São Paulo de 1922, além de produzir importantes obras, como os painéis de decoração do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro e o do Pavilhão da Companhia Franco-Brasileira, na Exposição de Arte Técnica, em Paris.

    Ainda na década de 50, as obras do pintor foram encomendadas pelo jornalista Samuel Wainer para comemorar o aniversário do jornal A Última Hora. Mas, somente em 1971, com a extinção da publicação, é que os painéis vieram para as mãos da Light, compradas por Antonio Galloti, Presidente da empresa na época.

    O projeto da Sala Di Cavalcanti, foi realizado pelo Instituto Light, e contou com a adaptação e qualificação do local para receber o público. O ambiente ganhou temperatura controlada, sistema anti-incêndio especial para obras de arte – sem o uso de água -, iluminação não danosa e vitrines blindadas. Além disso, há reproduções dos painéis em alto relevo para atender aos deficientes visuais.

    Venha conhecer os painéis deste grande artista! A Sala Di Cavalcanti ficará aberta durante o funcionamento do Centro Cultural Light, de segunda a sexta-feira, das 11h às 17h, na Av. Marechal Floriano, 168 – Térreo.

    Esperamos por você!

     

  • 19/12/11

    Quem é fã de história e curte relembrar o passado da cidade do Rio de Janeiro não pode deixar de passar no Centro Cultural Light (CCL) para conferir a exposição “100 anos bem vividos”, que começa na próxima terça-feira (20/12) e fica aberta ao público até 13 de janeiro.

  • 12/12/11

    Se você gosta de arte e se preocupa com o meio-ambiente, não pode perder a exposição que começa amanhã, a partir das 11h, no Centro Cultural Light: Mini Cool Globes. A mostra exibe 15 globos terrestres pintados por artistas, designers e personalidades de diversas áreas para alertar e conscientizar sobre o aquecimento global e faz parte da comemoração do centenário da sede da Light.

  • 21/11/11

    Novembro é o mês da celebração da Consciência Negra. E 2011 foi declarado o Ano Internacional dos afro-descendentes na 64ª Assembléia Geral das Nações Unidas. A data não poderia ser melhor. Por isso, nesta terça-feira, dia 22, a Light inaugura a mostra  “Quilombos – sinônimo de resistência. E agora de energia”. A exposição trará para o público imagens da realidade das comunidades quilombolas do interior do Rio de Janeiro. As fotografias são de Raimundo Santa Rosa, gestor social da Light e coordenador do Projeto Quilombo.

    Na mostra, os visitantes conhecerão mais sobre a história dos quilombos e as ações da Light em três das seis comunidades em sua área de concessão, onde vivem até hoje cerca de 400 descendentes de escravos: Alto da Serra do Mar (Lídice, Rio Claro), São José da Serra (Valença) e Santana (Quatis).

    O público poderá conhecer todas as fases do Projeto Quilombo por meio de dois painéis de 12m de largura por 3m de altura, cada um. Tudo clicado por Santa Rosa, funcionário da Light que sempre esteve ligado a movimentos que promovem a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Ele foi Secretário de Cultura de Nova Iguaçu (1992 a 1995), Coordenador Estadual do Movimento Negro Unificado – MNU (2000 a 2003) e apresentador do programa “Vibrações Positivas” do CEAP (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas).

    A exposição permanece até dia 15 de dezembro no Centro Cultural Light (CCL), com visitação de segunda a sexta, das 9h às 17h. O CCL fica na Avenida Marechal Floriano, 168 – Centro. A entrada é franca.