linkedin
banner_light_blog
  • 6/02/17

    post_SigaEconomizando

    A principal fonte geradora de energia elétrica no Brasil são as usinas hidrelétricas. Mas como o próprio nome já diz, essas usinas dependem das chuvas e do nível de água nos seus reservatórios para funcionarem com sua total capacidade.

    E nos períodos de seca, quando o nível de armazenamento de água nos reservatórios das hidrelétricas está baixo? A solução é acionar as usinas termelétricas, para suprir a demanda de energia. Mas por serem alimentadas por combustíveis como gás natural, carvão e óleo diesel, a geração de energia pelas termelétricas tem um custo maior. Na prática, a eletricidade que chega às nossas casas fica mais cara.

    Para tornar esse repasse que chega às nossas contas de luz mais transparente, foram instituídas as bandeiras tarifárias. Com as cores do semáforo para facilitar seu entendimento, cada bandeira indica se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade:

    • Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
    • Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,015 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
    • Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,030 para cada quilowatt-hora kWh consumido.
    • Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,045 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

    Outra importante função das bandeiras tarifárias é dar ao consumidor um controle maior sobre sua conta de energia:  sabendo que em determinado mês a bandeira é amarela ou vermelha, cada um pode adaptar seu consumo de energia e evitar que o valor da conta de luz aumente.

    Ainda tem alguma dúvida sobre as bandeiras tarifárias, qual a sua função e como elas são definidas? Deixe suas perguntas nos comentários!

  • 1/02/17

    raio_2

    Um relâmpago é muito mais do que aquele raio no meio do temporal: a corrente elétrica que corta a atmosfera tem duração média de meio segundo e um comprimento de 5 km a 10km. Agora, diz para a gente: você sabe como esse fenômeno acontece?

    É o seguinte: ao se formar sobre a superfície da Terra, uma tempestade de raios acumula uma carga elétrica negativa no seu interior enquanto uma carga igual, positiva, se acumula no solo. Para resolver esse desequilíbrio de cargas elétricas, um canal de ar cheio de partículas eletricamente excitadas (íons) se forma, dando origem aos relâmpagos e raios.

    E já que falamos em raios, cabe esclarecer que existem alguns detalhes que diferenciam o relâmpago, o raio e o trovão. A descarga elétrica produzida entre as nuvens e o solo é o que chamamos de raio. O relâmpago, por sua vez, é a visualização dessa descarga, em trajetória ondulante e ramificações irregulares. Já o trovão é o estrondo que ouvimos logo depois que o raio acontece.

    Ficou com alguma dúvida? É só perguntar para a gente!

  • 26/12/16

    post_leituraparaasferias

    Que tal aprender um pouco de Física durante as férias? A sugestão parece estranha, mas ler um livro sem aquela obrigação da escola ou da faculdade fica ainda melhor. Dá só uma conferida nessas dicas que vão te ajudar a entender questões importantes sobre a Terra e o universo!

     

    Carl Sagan

    Carl Sagan

    Cosmos”, de Carl Sagan

    Na década de 80, Sagan era um dos cientistas mais famosos do mundo por ter ajudado a popularizar a Astrologia e a Física em uma série de TV que é referência até hoje. Cosmos, que originou a série de mesmo nome, mostra reflexões incríveis do astrônomo sobre os mistérios do universo.

     

     

    Stephen Hawking

    Stephen Hawking

    Uma Breve História do Tempo” e “O Universo em uma Casca de Noz”, de Stephen Hawking

    Nesses dois livros, um dos mais consagrados cientistas da atualidade utiliza linguagem simples para traduzir conceitos complexos da Física, como partículas subatômicas, buraco negro e viagem no tempo.

     

    Marcelo Gleiser

    Marcelo Gleiser

    Criação Imperfeita”, de Marcelo Gleiser

    Para fechar as indicações, nada melhor que uma leitura brazuca. O físico acaba com a ideia de que nosso universo obedece ordens e defende que a ciência jamais será capaz de explicar a realidade por completo. Vale a pena ler!

  • 22/12/16

    Quem acompanha o nosso blog há um tempinho já conhece o Quanta Energia. O projeto, que faz parte do programa Favela Criativa e conta com o nosso patrocínio, traduz para o público infantil os mistérios da eletricidade e ensina a importância do consumo consciente da energia em apresentações teatrais interativas e divertidas.

    Após realizar 40 apresentações em escolas municipais, naves do conhecimento, museus e centros culturais do Rio em 2016, o Quanta vai dar uma parada. Quem teve a oportunidade de participar, aprendeu na prática como evitar o desperdício e conviver de forma harmoniosa com o meio ambiente. Já quem não teve a chance de ver o grupo ao vivo, pode conferir os cientistas do Mad Science em ação na oficina inaugural do grupo, realizada no nosso Centro Cultural. Dê o play, aprenda e divirta-se!

  • 13/12/16

    post_talesmileto

    Tales de Mileto era um homem muito ocupado. Apontado como um dos sete sábios da Grécia Antiga, o filósofo, matemático, engenheiro e astrônomo (ufa!) ainda arranjou um tempinho para deixar sua marca na história da eletricidade.

    Sendo um sujeito racional, Tales era contra o hábito, comum na antiguidade, de encontrar respostas no misticismo para fenômenos ainda sem explicação. Para ele, era melhor buscar o sentido da vida observando a natureza do que responsabilizar um monte de divindades mitológicas como responsáveis pelos acontecimentos.

    Fragmento de âmbar atraindo uma pena

    Fragmento de âmbar atraindo uma pena

    E foi a partir dessas observações que Tales de Mileto deu sua contribuição para a eletricidade. Ele reparou que, após esfregar pele de animal em um pedaço de âmbar, a pedra atraía objetos leves, como fragmentos de palha de milho. A descoberta não pareceu ser tão importante na época, mas foi graças a ela e a um pedaço de âmbar (que em grego se chama “elektron”) que a eletricidade tem esse nome.

    Além dessa descoberta, Tales de Mileto também observou que um tipo de rocha meteórica exercia uma curiosa atração sobre objetos de ferro. E como isso aconteceu na cidade de Magnésia, Tales acabou se tornando um pioneiro do magnetismo. Legal, né?

  • 8/12/16

    blog

    A iluminação é a face mais perceptível do uso da energia no nosso cotidiano, que chega nas nossas casas pela conta de luz. Mas a aplicação mais revolucionária da eletricidade não foi na iluminação, mas sim na invenção, em 1821, do primeiro motor elétrico.

    motorparafusoMichael Faraday, cientista britânico, aplicou os conceitos da recém-descoberta força eletromagnética para criar um aparato básico, porém revolucionário: o motor homopolar. O experimento é tão simples que você pode replicá-lo facilmente em casa: basta conseguir uma fonte de eletricidade (uma pilha), um fio, um parafuso e um pequeno ímã em forma de disco.

    Vamos lá: coloque o ímã na cabeça do parafuso e encoste a ponta do parafuso em um dos lados da pilha. Eles vão grudar pela atração magnética do ímã. Ligue o ímã e a outra extremidade da pilha por um fio e você verá o parafuso girando como mágica!

    Isso acontece porque o truque do motor elétrico é converter uma energia (eletromagnética) em outra (motora). Ímãs possuem polaridades positivas e negativas e, como você já sabe, polaridades opostas se atraem (o lado negativo curte ficar pertinho de campos magnéticos positivos e vice-versa) e iguais se repelem (o lado negativo quer o máximo de distância dos outros campos negativos).

    motorduracelToda corrente elétrica também gera um campo magnético. Então quando fazemos a energia correr ao redor de um ímã que consegue girar em torno de um eixo fixo, o ímã se movimenta para fugir dos pólos iguais e buscar os opostos. Inverta a polaridade do campo elétrico em intervalos regulares e… tcharam! O ímã girará sem parar (coitado!), fazendo rodar com ele os componentes que quisermos.

    Agora que você já sabe de tudo isso, pense na magia do eletromagnetismo em ação da próxima vez que você usar seu liquidificador, secador de cabelo, ventilador ou qualquer outra das centenas de milhares de invenções que se tornaram possíveis graças ao simples experimento de Michael Faraday em 1821!

  • 30/11/16

    peixeeletricoO que o peixe-torpedo, o peixe-gato, o peixe-faca e o poraquê têm em comum? Eles estão entre as mais de 200 espécies de peixes-elétricos conhecidas, sejam marinhas ou de água doce. Como os próprios nomes já explicam, esses animais são capazes de gerar eletricidade para várias finalidades, como navegar, procurar alimentos, evitar inimigos e entrar em contato com outros da mesma espécie.

    São os eletrócitos – conjunto de células musculares especiais modificadas que ficam perto da cauda dos peixe elétricos – que produzem a eletricidade. Assim como os nossos músculos geram eletricidade ao se contraírem, pela entrada e saída de íons de suas células, cada eletrócito também se carrega e descarrega continuamente.

    Uma enguia elétrica acendendo lâmpadas com sua descarga

    Uma enguia elétrica acendendo lâmpadas com sua descarga

    Quando estimulados, os eletrócitos produzem uma descarga elétrica de cerca de 120 milésimos de volts. É uma descarga muito pequena, mas como cada peixe possui milhares dessas células, uma descarga de uma espécie como o poraquê – que vive na Amazônia e tem mais de dois metros de comprimento – pode chegar até 600 volts. Ou seja, quase seis vezes mais potente do que uma tomada comum!

    Mesmo com toda essa energia, não adianta criar peixes-elétricos para ajudar na conta de luz: eles não mantêm uma corrente constante e levam dias até recarregarem suas “pilhas” depois de cada descarga de eletricidade!

  • 22/11/16

    O impacto da descoberta da eletricidade foi gigantesco: é impossível imaginarmos o mundo como o conhecemos hoje sem a energia elétrica. Mas será que estamos aproveitando esse recurso de forma sustentável?

    Confira no vídeo do Nerdologia algumas reflexões sobre as transformações que a eletricidade trouxe para o planeta!